Itinerância da exposição "Guardar" do grupo de ceramistas Bando de Barro, que após permanecer no Jardim do Arquivo Público do Rio Grande do Sul será instalada no Jardim do Museu Histórico de Santa Catarina, em dezembro de 2010.

7 de junho de 2010

SETENTA E CINCO

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Adolfo Bittencourt - Porto Alegre, RS
Adriana Andricopulo - Porto Alegre, RS
Adriana Daccache - Porto Alegre, RS
Alexandra Eckert - Porto Alegre, RS
Alexandre Copês - Porto Alegre, RS
Anelise Bredow - Morro Reuter, RS
Antônio Augusto Bueno - Porto Alegre, RS
Betânia Silveira - Florianópolis, SC
Caren Czerwinski - Porto Alegre, RS
Carlos Negrão - Porto Alegre, RS
Cinthia Sfoggia - Porto Alegre, RS
Claudia Flores - Porto Alegre, RS
Cláudia Zanatta - Porto Alegre, RS
Cláudia Zart - Lajeado, RS
Cléa Espindola - Florianópolis, SC
Cynthia Gavião - Gonçalves, MG
Ellen Röpke Ferrando - Porto Alegre, RS
Emília Gontow - Porto Alegre, RS
Fernanda Barroso - Porto Alegre, RS
Fernando Baddo - Porto Alegre, RS
Gilberto Menegaz - Porto Alegre, RS
Gustavo Possamái - Porto Alegre, RS
Helena Valentim - São José, SC
Heloísa Alvim - Montferrier, França
Ilca Barcellos - Florianópolis, SC
Izane Schul - Porto Alegre, RS
João Goedert - Porto Alegre, RS
Juliana Bassani - Porto Alegre, RS
Jussara Silva - Florianópolis, SC
Karen Meersohn-Abkarian - Montpellier, França
Kathia Hak - Florianópolis, SC
Keiko Wada - Porto Alegre, RS
Lisi Rabello - Porto Alegre, RS
Luciane Durazzo - Grupo Iandé - São Paulo, SP
Luciane Garcez - Florianópolis, SC
Luíz Carlos Canabarro Machado - Florianópolis, SC
Luiza Christ - Florianópolis, SC
Maia Mena Barreto - Porto Alegre, RS
Márcia Cristina Sawitzki - Torres, RS
Marcia Limani - Rio de Janeiro, RJ
Marco Fronckowiak - Porto Alegre, RS
Maria Cheung - Foz do Iguaçu, PR
Maria Ester Fontoura - Porto Alegre, RS
Maria Teresa Camacho Bittencourt - Florianópolis, SC
Mariana Rutenberg - Porto Alegre, RS
Marilene Borges Sant'Anna - Porto Alegre, RS
Marília Diaz - Curitiba, PR
Marina Takase - Palhoça, SC
Maryl Rodrigues - Porto Alegre,RS
Megumi Yuasa - Grupo Iandé - São Paulo, SP
Milena Kunrath - Porto Alegre, RS
Miriam Gomes - Porto Alegre, RS
Nadmea Carvalho - Porto Alegre, RS
Nazir de Farias - Florianópolis, SC
Nico Giuliano - Porto Alegre, RS
Patrícia Amantino Estivallet - Porto Belo, SC
Raquel Klepacz - Sao Paulo, SP
Reginaldo Porto Alegre - Porto Alegre, RS
Ricardo Ávila - Florianópolis, SC
Rita (Canemba) - Florianópolis, SC
Roberto Bitencourt - Porto Alegre, RS
Rodrigo Núñez - Porto Alegre, RS
Rosilda Sá - João Pessoa, PB
Rosana Bortolin - Florianópolis, SC
Rosângela Rosa - Florianópolis, SC
Sandra Lagua - Grupo Iandé - São Paulo, SP
Sara Ramos - Florianópolis, SC
Silvina Gallo - Florianópolis, SC
Simone Nassif - Porto Alegre, RS
Solange Simas - Joinville, SC
Sonia Bogaz - São Paulo, SP
Stella Valim - Porto Alegre, RS
Tânia Corrêa - Florianópolis, SC
Tânia Ramires - Florianópolis, SC
Tereza Mello - Porto Alegre, RS

 
A "Comissão de Frente" agradece a participação de todos!!!!

(....um "Post scriptum" ....em vez de nova postagem a cada atualização da lista de participantes, iremos acrescentando aqui os nomes e colocando no título a contagem final...)

5 de junho de 2010

Guardar

A pedido, postamos aqui, a poesia que a Fernanda Barroso postou no blog da exposição

 "Guardar - Bando de Barro no Arquivo"...

...nela, o Antônio Cícero fala dos "guardados"....
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GUARDAR

"Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.

Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro

Do que de um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica, por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

Por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar."

...

4 de junho de 2010

Mais sobre Cruz e Sousa

Rio de Janeiro: numa confeitaria elegante, nos anos de 1890, um grupo de escritores saúda, em voz alta, o jovem que se encontra à porta:


- Entra, ó Cruz e Sousa! Entra, ó grande poeta!


A ênfase dada à saudação explica-se por se tratar de um jovem negro, que corre o risco de ser ofendido, ou até escorraçado da confeitaria. A escravidão já fora abolida oficialmente, mas contra o preconceito não houve decreto, não houve lei...


João da Cruz e Sousa ouve a saudação dos amigos, até entende sua intenção de evitar-lhe uma situação constrangedora, mas fita-os com olhos tristes, como se pensasse: “Canalhas!” Tanto mais que, próximo ao grupo dos amigos e fiéis admiradores, encontra-se um rosto estranho, que o observa com olhar curioso, o que chega a ser irritante... Quem é esse homem desconhecido, que perscruta o poeta? Seria mais um dos seus contendores, provocadores, mais alguém prestes a repudiá-lo abertamente nos jornais?


Toda sua vida fora, até então, permeada por essa mesma sensação de discriminação, de rebaixamento. Até o modo afetivo como alguns de seus “seguidores” a ele se referem – o Poeta Negro – parece um estigma. Ninguém diz “poeta branco”. No Brasil escravocrata, “poeta” e “negro” são elementos que não se casam, indicam uma verdadeira aberração... Mas a dor de ser discriminado pode não ser muito diferente da grande Dor de ser homem.


Qual é a cor da minha forma, do meu sentir? Qual é a cor da tempestade de dilacerações que me abala? Qual a dos meus sonhos e gritos? Qual a dos meus desejos e febre?


Uma revolta amargurada o paralisa e, por algum (quanto?) tempo, suas atenções se deslocam do exterior, da confeitaria, do constrangimento, das amarras sociais, para o interior, sua alma, presa num cárcere severo. Às vezes é preciso invocar o ódio para suportar a dor:


Ò meu ódio, meu ódio majestoso,


Meu ódio santo e puro e benfazejo,


Unge-me a fronte com teu grande beijo,


Torna-me humilde e torna-me orgulhoso.


(...)

O poeta lembra-se de que sempre precisara de um escudo. Podia ser o Ódio. Podia ser a crença em si mesmo, na própria sensibilidade superior. Podia ser a Dor. O desdém pelos chamados “detentores” do poder e do saber, o desprezo pelos ditadores de regras. Podia ser a Arte, esse escudo, esse Broquel: esses Broquéis.
 
 
Para ler mais, consultar a fonte abaixo.
 
Fonte: http://www.vidaslusofonas.pt/cruz_e_sousa.htm

2 de junho de 2010

Vista da Catedral


Obrigado ao Andrey Santos que fez essa foto especialmente para nosso blog!

1 de junho de 2010

Nova contagem

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Agora somos 55!!!

No fim de semana postaremos os nomes dos participantes.

Obrigado a todos que toparam "Guardar no Jardim do Museu Histórico"!